Grupo Rodeio - Trilhando o Rio Grande! 


Grupo Rodeio

Letras e Significados de Músicas

MÚSICA: De Tanto pelear

Ergue-te alma campeira num missal de sentimento dai-nos paz,

direito a terra donde brota o firmamento,

E abençoe este gaúcho,

engarupado no vento

Eu manheci tapado com a bandeira do Rio Grande

quebrei a pata do cavalo de tanto pelear.

Erguam-se os cavalos,

que se foram ao léu enrolado na bandeira,

dou ô-de-casa na porteira pra São Pedro lá no céu .

Ouvi orações lamentos,

gritos de se vieram e bamo vela acesa

e o céu se abrindo de tanto pelear .

Ainda vejo cá de cima a fronteira tão amada

e o meu povo que não cansa de tanto pelear.

O QUE A MÚSICA QUER DIZER

Interpretação: Inicialmente peço que a alma de um peleador abatido em guerra erga-se como um farrapo herói, pois á volta de seu corpo estendido encontram-se patriotas orando pedindo á Deus, paz e direito á seu chão e suas especiarias, no afã de colher, plantar, semear sua própria cultura; e todos em prece pedem à bênção para a alma que sobe ao céus num galope muntada no vento. No caso, amanheceu tapado com a bandeira do Rio Grande, é o corpo do falecido que por sua vez recebe as honrrarias de guerra encoberto com a bandeira de seu estado... Em guerra, abatido cai da montaria e quebra a pata de seu cavalo... Tomando conhecimento de sua morte o farrapo morto pede que os cavalos que também morreram em guerra ergan-se com ele e formem a ventania que no qual irá montado até as porteiras do céu. Com seu corpo inerte sua alma ouve agradecimentos e louvores, lamentos e orações... Ouve gritos que o inimigo esta próximo e que envolto á velas ascessa seu corpo terá de ser abandonado para que voltem á guerrear,e por sua vez vê o céu se abrindo para retomar sua cavalgada celeste... Chegando ás portas do céu, ainda vê lá décima seu povo que incansávelmente continua peleando pela cultura e honra de seus ascendentes...

MÚSICA: Gritos de Liberdade

Minuano tironeando a venta dos tauras

Relichos de baguais faiscas ao vento

O brado terrunho do punho farrapo

Num bote cascos medonho ao relento

Peleando em favor da pampa

A pilcha sovada emtiras

Marcando fronteiras provou lealdade

livrando os trastes da campa

na ventania rusguenta

Pranchando adagua á gritos de liberdade

Vento, cavalo, peão marcas de cascos no chão

Fronteiras em marcação

Nosso ideal meu rincão

Em noites que o minuano

Assusta os cavalos

Escuto o tropel dos centauros posteiros

Almas charruas cavalgam coxilhas

Guardando as fronteiras do sul-brasileiro.

O QUE A MÚSICA QUER DIZER:

Interpretação: Inicialmente é uma narrativa de um dia de guerra de um farrapo... O vento forte bate no rosto de todos os cavaleiros da tropa... Os cavalos relincham frente ao confronto Corpo á corpo de homens e animais... Adagas e facões soltando para todos os lados faíscas e linguas de fogo, frente a bravura e o amor á terra imposto no punho que firma e bate em defesa da própria terra...numa peleia sem trégua, roupas esfarrapadas provam lealdade fazendo respeitar demarcações territoriais e políticas... E nesta luta estafante, peleiam para não tombar, aos gritos de liberdade á seu povo... Num quadro de guerra pintado em nossas mentes {vento, cavalo, peão, marcas de cascos no chão} ve-se homens lutando pelo nosso ideal... Nosso Rio Grande...No segundo verso a imaginação e interpretação vai mais longe... Imagino que em noites de vento e frio quando em nossas fazendas os cavalos ficam assustados... Imagino que os animais escutam o barulho das patas dos cavalos em plena guerra com as almas montadas. Almas sempre prontas para voltar do além para pelear e protejer nossas fronteiras...

MÚSICA: Portal da História

Quebrou geada pateando a lembrança

da tropa na várzea estendida ao capão num coxilo

de toca-cavalo se enverga um farrapo na revolução

De peão-mandalete á tenente aquele teatino deu honra

á rasão que o amor é nascente de vida o portal da história da nossa nação

Eu sou gaúcho,

Rio Grande que é vida

Rio Grande meu chão

Eu sou guaúcho, Rio Grande que évida

Pro meu coração...

Num gritedo de bamo parceiro não

verga acoluna vastrando de mão

Que respeite um clarim de fronteira

da foia que prancha chispando um clarão

Ele sabe é chegada a hora de dar pra

seu povo a libertação que futuras nascentes

gaúchas respeitem a província forjada á facão

Desespero de porva e pranchaço que Deus nos acuda e de paz no torrão

O respeito, a honra gaúcha, germina da impáfia que explora este chão

Na degola de nossas raízes ele não se acorda de rédias na mão

Morre um taura que ama o Rio Grande por falta de sangue no seu coração.

O QUE A MÚSICA QUER DIZER:

Interpretação: Um peão de estância lentamente, muntado em seu cavalo vai tocando a tropa numa manhã muito fria,onde ouve-se o brarulho da relva gelada quebrando nas passadas da tropa, do campo a beira de um mato...Cansada da noite tropeada coxila... E sonha... Neste momento ele deixa de ser um peão mandado á tocar o gado; vê-se montado em seu cavalo como um tenente,e aboiada que tocava transformar-se em bravos farrapos sob seu comando cavalgando rumo á um confronto armado em defesa do seu estado...Então é aberto um portal entre a realidade e o sonho, dormindo em cima de seu cavalo provando que o amor á seu povo lhe deu uma sobre-vida em seu coxilo... Em guerra grita aos comandados, que não se deixem abater ao inimigo que exgrimem suas adagas com força para que a faísca das lâminas sejam a luz do futuro naquele momento peleado... Pois espera que seus filhos e netos e netos de seus netos, se orgulhem e respeitem o estado e sua cultura defendida á suor, sangue, garrucha e facão. Sente-se gaúcho, que o Rio Grande é sua vida que o Rio Grande é seu chão; o amor é tão grande que sente que o Rio Grande é a vida de seu coração... A guerra tem seu lado terrível... É tiros, facadas, pessoas mutiladas, cavalos e homens tombando no apeço de um futuro incerto. No desespero da guerra introspectivamente pede á Deus que tenha forças para suportar e vencer aquela horrenda batalha... Então, vendo sua tropa aguerrida sendo abatida pelo inimigo ele também vê-se alvejado naquela guerra... Mas na realidade, entre o sonho e sua vida... Aqueles momentos foram tão intensos, que dormindo tocando a boiada... Ele teve... Um ataque cardíaco...

MÚSICA: Cem Anos de glória

La-puxa que o tempo se apaga,cem anos de adaga na mão

O sangue me escorre das veias na bruta peleia encharcando o meu chão

Se achicam tentear nosso charque barganham promeças de recompençar

No punho farrapo se cria nossa ideologia de nos libertar...

Bamo gaúcho denovo, liberta teu povo de adaga na mão

Mande os carancho á-la-cria mostre ideologia e nossa tradição

Povo marcado, surrado, por tua riqueza se poe á pelear

Cem anos de nossa história, momento de glória não tarda chegar

Nos chamam gaúchos farrapos se a veste é um trapo de tanto lutar

Não sorta um só tento meu povo peleando de novo não bamo froxar

Se achicam tentear nosso charque barganham promeças de recompençar

No punho farrapo se cria nossa ideologia de nos libertar...

O QUE A MÚSICA QUER DIZER:

Interpretação: Parecer que fica distante fatos marcantes na vida dos gaúchos... Mas esta narrativa é feita por um farrapo ferido mas ainda em combate, vendo o sangue lhe escorrer das veias molhando o chão gaúcho pelo qual luta na busca de seus ideais ...

Por falsas promeças, a desvalorisação do couro, do charque e das especirias dos fazendeiros gaúchos; faz com que a luta territorial e política seja um tônico de um futuro melhor, independente do tempo e da dor que venha causar á sí e aos seus...

Nos tempo atuais é um pedido de amor e respeito aos fatos ascussedidos no passado;e um apelo para que não deixamos se perder a história, os valores, a arte, a cultura e o amor á nossa terra... Controlando as influências que possam vir e se tonar novas ao culto de nossas tradições... Pois nos dias atuais ainda somos explorados e não temos o apoio de nossos governantes na difusão de nossa arte e nossa cultura... Na realidade estamos entregues ao descaso, mas devemos ser percistentes em nossa ideologia secular.... Pois o momento de glória não tarda chegar...

MÚSICA: Insana Guerra

Os olhos fitando a coxilha,no rumbiar da sorte encilha

de longas insana guerra, peleando num pé de serra

Solito no campo assustado se sentindo entrincheirado

Revive angústia utopia da encerteza

Que venham gringos de lá, que eu mando chumbo de cá

gritava a pobre sem ver a própria paz lhe rodear

É triste saber que a guerra mais nos tira que nos dá

Louca inconseqüência a guerra traz

Fronte a guerra o amor ficou pra traz

Louca inconseqüência a guerra traz

Pobres loucos em busca de paz

A loucura é sem medida, demente a sorte perdida

Na crença de andar peleando, enxerga a tropa tombando

Sem combatente á ferida que este tauro herdou da vida

Na cisma tosca sem cura aos berros mostra bravura

Que venham gringos de lá...

O QUE A MÚSICA QUER DIZER:

Interpretação: Um fazendeiro- farrapo... Herói pós-guerra não consegue mais conviver socialmente nem mesmo num fundão de campo. Por ter vivido as agruras da guerra que lhe traumatizaram acredita que ela ainda não acabou... Numa paranóia que aflinge sua mente cria trincheiras carrega mosquetões e faz campana aguardando os inimigos que não mais existem, mas que em sua mente logo vão atacar... A angústia, o medo e a bravura dos tempos de guerra tornaram-lhe um farrapo louco, que grita e com sua garrucha; fica mirando o infinito na esperança de se salvar, salvar seu povo, e abater o oponente sua insana guerra particular... Este pobre homem ouve tiros de garruchas, canhões, gritos de dor... Encherga os colegas de guerra sangrando, abatidos e mutilados... Mas não se entrega... A guerra lhe deixou uma cicatriz para o resto de seus dias, ninguém á vê, nem mesmo aquele bravo herói adoentado sabe...Ela está em sua alma e ele... lutando pela liberdade de seu povo na prisão da loucura de sua mente...